Menus

  • Início
  • Brega
  • Sertanejo
  • Arrochadeira
  • Forró Cda Pagodão
  • Pagode Romântico
  • Funk
  • Diversos
  • quinta-feira, 17 de outubro de 2013

    Terapias com células-tronco: promessa ou realidade?

    Artigo de capa da CH de outubro detalha os avanços e desafios da ciência nas pesquisas sobre o uso medicinal de células-tronco e afirma que esse tipo de tratamento está cada vez mais próximo.

    Por Shanddy Notícias em 17 de Outubro de 2013


    Terapias com células-tronco: promessa ou realidade?
    Muito se fala sobre o imenso potencial medicinal das células-tronco. Mas o quanto já se avançou realmente na direção de usar essas células para tratar doenças como lesão de medula, mal de Alzheimer e diabetes? (foto: Sxc.hu)
    De todas as perguntas feitas a quem pesquisa células-tronco, a mais delicada é: “Em quanto tempo essas terapias serão oferecidas a pacientes?”. A pergunta exige uma clarividência desconfortável para qualquer cientista sério, que conhece os rumos incertos da pesquisa.
    Além disso, a resposta deve ter um equilíbrio entre a absoluta verdade e uma boa dose de otimismo – já fui acusada de jogar “um balde de água fria nos telespectadores” ao declarar que ainda não havia qualquer terapia com células-tronco aprovada para uso em humanos... Por isso, respondo, há vários anos: “Não sei, mas tenho convicção de que nossa geração ainda se beneficiará desses estudos”.
    Mas hoje, qual é o ‘estado da arte’ nessa área? Quais os estudos clínicos em andamento? O quanto avançamos na direção de usar as células-tronco para tratar doenças como lesão de medula, doença de Alzheimer e diabetes? Esse texto procura responder a essas questões.

    Primeiros resultados

    No final dos anos 1990, a medula óssea era a grande vedete da terapia celular. Doenças do sangue já são tratadas há décadas com transplantes de medula óssea, onde as células-tronco hematopoiéticas – que produzem todas as células sanguíneas – de um doador saudável e imunologicamente compatível com o paciente são transplantadas para este, e nele vão gerar células normais do sangue.
    Além disso, foi descoberto, no final dos anos 1980, que o sangue do cordão umbilical e da placenta dos recém-nascidos é rico nessas preciosas células-tronco hematopoiéticas, e assim foram criados bancos de sangue de cordão que complementam os bancos de doadores de medula óssea para o tratamento das doenças do sangue.
    A grande novidade na virada do século era a possibilidade de, na medula óssea, existir outras células-tronco, capazes de regenerar órgãos – coração, fígado e até cérebro –, como sugeriam alguns trabalhos com camundongos. Assim, vários ensaios clínicos foram iniciados com essas outras células para testar a hipótese em humanos.
    Dez anos depois, aprendemos que: 1) essas células-tronco não têm a versatilidade imaginada (embora alguns grupos insistam que elas podem se tornar neurônios); 2) que o mecanismo de ação mais provável dessas células é o de produzir substâncias que promovem uma autorregeneração nos diferentes órgãos para os quais são transplantadas, ou uma supressão do sistema imunológico (o que é interessante para o tratamento de doenças autoimunes, como diabetes tipo I e lúpus); e 3) infelizmente, o efeito terapêutico das células-tronco da medula óssea não é suficiente para justificar seu uso como tratamento em doenças cardíacas, lesão de medula espinhal, diabetes tipo II e epilepsia, entre outros males humanos.
    Uma segunda classe conhecida de células-tronco é a das chamadas células-tronco tecido-específicas, que produzem somente as células de um tecido ou órgão. As células-tronco hematopoiéticas, que dão origem às células sanguíneas, são um exemplo.
    Na última década, foram identificadas outras células-tronco tecido-específicas, como as do coração (que produzem células do músculo cardíaco e de vasos sanguíneos), da pele (que produzem epiderme, derme e até bulbo capilar), do cérebro (ou neurais, que produzem neurônios e glias) e da linhagem germinativa (produzem óvulos ou espermatozoides).
    Células-tronco neurais
    Há uma classe de células-tronco que produzem somente as células de um tecido ou órgão, como as neurais (na imagem), que dão origem a neurônios e glias. (foto: Joseph Elsbernd/ CodonAUG/ Flickr – CC BY 2.0)
    Essas células, existentes em pequenas quantidades nos respectivos órgãos, são responsáveis pela manutenção dos mesmos ao longo de nossa vida. No entanto, em situações extremas, como um infarto ou uma degeneração neurológica, elas não conseguem dar conta do recado. Os cientistas aprenderam como isolar as células-tronco específicas dos diferentes órgãos e multiplicá-las no laboratório, e elas já começaram a ser testadas em seres humanos, em especial as cardíacas e neurais.
    Estudos clínicos de fase 1 (onde se testa a segurança do procedimento em um número pequeno de pacientes voluntários) com células-tronco cardíacas, para reverter lesões causadas por isquemias, e com células-tronco neurais, em pacientes com uma doença neurodegenerativa rara, foram publicados nos últimos dois anos. Não ocorreram, nos dois casos, efeitos adversos, e agora será realizada a fase 2, onde é avaliada a eficácia do tratamento. Em outro estudo, publicado no ano passado, células-tronco que geram espermatozoides restauraram a fertilidade em macacos, passo importante antes de o procedimento ser testado em humanos.
    Fonte: Ciências Online

    Testemunha da poluição

    A cera de ouvido de uma baleia pode nos dizer muito sobre sua história de vida. Pesquisadores notaram que o material também serve como bioindicador da qualidade dos oceanos.

    Por Shanddy Notícias em 17 de Outubro de 2013


    Testemunha da poluição
    A baleia-azul (‘Balaenoptera musculus’) tem o tamanho de um Boeing 737 e seu coração é do tamanho de um carro. Ela pode pesar até 180 toneladas (mais que 25 elefantes juntos) e sua língua pesa 4 toneladas. (imagem: T. Bjornstad/ Wikimedia Commons)
    Curiosa descoberta. Informações preciosas sobre a qualidade dos oceanos podem ser aferidas a partir de um indicador nada ortodoxo: a cera de ouvido de uma baleia. O material já vinha sendo bastante usado por biólogos e toxicologistas em diversas pesquisas ao longo dos últimos tempos.
    “A cera tem sido usada há décadas para aferir a idade das baleias”, diz o biólogo Stephen Trumble, da Universidade de Baylor (EUA). Quanto mais camadas acumuladas na secreção, mais velho será o animal. O método, na verdade, lembra aquele usado por botânicos para medir a idade das árvores – com base nos anéis de crescimento, visíveis quando se faz um corte transversal em um tronco.
    Em parceria com o químico Sascha Usenko, da mesma universidade, Trumble estudou uma baleia-azul (Balaenoptera musculus) que fora encontrada em uma praia da Califórnia em 2007. O animal, que tinha cerca de 12 anos, morrera em uma colisão com um navio. E seu corpo – incluindo a cera de ouvido – estava preservado no Museu de História Natural de Santa Bárbara (EUA).
    Após ter acesso às amostras, a dupla de pesquisadores percebeu que, além de informações acerca da idade do animal, a cera de ouvido pode fornecer dados sobre as substâncias químicas às quais a baleia esteve exposta ao longo de sua vida. O método é interessante, mas as notícias não foram boas.

    Mares contaminados

    Na secreção analisada, foram encontrados vestígios de 16 pesticidas – prova inequívoca de que os oceanos estão cada vez mais poluídos. Encontraram até DDT – o perigoso inseticida já proibido em vários países. Além disso, os cientistas verificaram a presença de mercúrio acumulado na cera de ouvido da baleia-azul estudada.
    Cera de ouvido de baleia-azul
    Amostras de cera de ouvido da baleia-azul estudada pelos pesquisadores norte-americanos. No material foram encontrados vestígios de 16 pesticidas. (foto: Trumble et al, 2013. PNAS)
    O estudo, publicado na PNAS, foi feito com uma única baleia. Portanto, cientistas ainda não têm um banco de dados sólidos com informações coletadas a partir desse método. No entanto, o grande mérito do trabalho parece ser a confirmação de que essa metodologia, de fato, é eficaz para se estudar a biologia das baleias e as pressões antrópicas a que nossos mares estão expostos.
    “Foi uma metodologia muito eficaz para averiguar as substâncias químicas a que uma baleia é exposta durante todo o seu período de vida”, diz Trumble. “Pelos métodos tradicionais, teríamos de coletar amostras a cada seis meses, de um mesmo animal, ao longo de toda a sua vida; isso é praticamente impossível do ponto de vista logístico e econômico.”
    Nossos oceanos estão cada vez mais poluídos. Com as chuvas, boa parte da poluição antrópica sobre os continentes pode acabar nos mares.
    “Baleias são animais tão majestosos e impressionantes, e, quando poluímos os oceanos, nós as prejudicamos diretamente”, disse à CH On-line o toxicologista John Wise, da Universidade de Southern Maine (EUA). “Estudando a cera de ouvido das baleias poderemos descobrir novos caminhos para tornar os mares mais limpos e mais seguros para os animais.”
    Fonte: Ciências Online

    Alisamento seguro

    Leitor da CH pergunta: A escova progressiva faz mal à saúde? A pesquisadora Fabiane Mulinari Brenner, do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, responde.

    Por Shanddy Notícias em 17 de Outubro de 2013


    Alisamento seguro
    Várias substâncias químicas podem ser empregadas para alisar o cabelo. O formol, inicialmente usado na escova progressiva, foi proibido em concentrações superiores a 0,2%, que podem causar prejuízos à saúde. (foto: Roberta W.B./ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)
    Pergunta enviada por Luana Santos, Rio de Janeiro/ RJ

    O termo ‘escova progressiva’ inicialmente foi usado para escovas com formol, mas em 2008 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu o uso da substância em produtos alisantes em concentrações superiores a 0,2%. Até essa concentração o formol é um conservante, encontrado em diversos cosméticos, incapaz de alisar fios de cabelo. Em concentrações mais altas, pode irritar o couro cabeludo e também as mucosas ocular e respiratória do cliente e do cabeleireiro.
    Hoje há diversas formas seguras de alisar os cabelos. Várias substâncias químicas podem ser usadas com esse fim: as mais seguras são tioglicolato de amônio, ácido tioglicólico, carbocisteína, guanidina e hidróxido de potássio, disponíveis em concentrações variadas em produtos alisantes.
    Basicamente, o que define qual deles é o mais adequado é o tipo de cabelo. Cabelos negros, mais difíceis de alisar, requerem substâncias mais potentes, como o hidróxido de potássio. No caso de cabelos finos ou previamente tingidos, que são frágeis e podem se tornar quebradiços com essa substância, recomenda-se tioglicolato de amônio ou ácido tioglicólico. A carbocisteína também é um produto seguro, mas não alisa completamente, só relaxa os cachos.
    Estudos feitos até o presente mostram que o uso contínuo de produtos alisantes sem formol, em indivíduos não alérgicos, não causa problemas à saúde.
    O cabeleireiro deve saber qual o produto mais adequado para alisamento na escova progressiva que ele usa. Mesmo assim, convém verificar se não há adição de outros produtos à fórmula comercial aplicada. Quando se adiciona formol, o odor característico é percebido pelo cliente e por quem está na área de aplicação.
    Fonte: Ciências Online.com

    Cão 'prevê' ataques epiléticos de menina na Irlanda

    Estudos científicos têm demonstrado que alguns cães podem ser treinados para 'farejar' cânceres e detectar baixos níveis de açúcar no sangue em pacientes diabéticos.

    Por Shanddy Notícias em 17 de Outubro de 2013


    Cogue alemão, Charlie, com garota Brianna. (Foto: BBC)Cachorro Charlie com garota Brianna. (Foto: BBC)
    Uma família irlandesa alega que seu cão de estimação está ajudando a cuidar de sua filha de três anos, chamando a atenção dos pais quando a menina está prestes a ter um ataque epilético.
    A família Lynch acredita que seu dogue alemão, Charlie, pode perceber mudanças em sua filha - Brianna sofre de epilepsia desde que nasceu - até 20 minutos antes que ela tenha uma crise.
    Segundo a família, Charlie os alerta andando em círculos em torno de Brianna. Ele também gentilmente a encosta contra uma parede para impedi-la de cair durante um ataque.
    A epilepsia pode levar a convulsões traumáticas, como um estado de transe profundo, ou convulsões violentas, durante as quais ela corre o risco de cair e bater a cabeça.
    Não há provas científicas de que cães possam detectar esse mal, mas instituições britânicas já treinam os animais para identificar problemas de saúde em humanos.
    A mãe de Brianna, Arabella Scanlan, disse que Charlie não é treinado como um 'cão de alerta para um ataque epilético' - é um animal de estimação comum, que ela crê ter desenvolvido instintivamente uma habilidade especial.
    Padrão de comportamento
    A família notou a habilidade de Charlie anos atrás, quando o enorme dogue alemão começou a ficar agitado e andar em círculos em torno Brianna, e minutos depois ela teve um ataque epilético.
    A mãe disse que começou a perceber um padrão de comportamento, percebendo que a agitação do cachorro comumente aumentava antes de um ataque.
    'Eu fui para o quintal um dia e ela (Brianna) estava tendo uma convulsão. Estava encostada na parede, inclinada sobre (o cachorro), que olhava para mim como se dissesse: 'Eu não sei o que fazer'. Mas ele ficou ao lado dela, não se moveu', lembra Scanlan.
    Ela conta que, desde então, o cão raramente sai do lado de Brianna e a encosta contra alguma superfície se sente que ela está prestes a convulsionar.
    'Realmente não entendo a psicologia por trás disso, mas as pessoas ficam hipnotizadas quando o veem em ação. Realmente emociona vê-los juntos', acrescentou.
    Família percebeu comportamento de cachorro antes das crises da criança. (Foto: BBC)Família percebeu comportamento de cachorro antes
    das crises da criança. (Foto: BBC)
    Estudos científicos
    Estudos científicos têm demonstrado que alguns cães podem ser treinados para 'farejar' cânceres e detectar baixos níveis de açúcar no sangue em pacientes diabéticos, mas até o momento não há nenhuma prova científica conclusiva de que os caninos tenham capacidade de prever ataques epiléticos em humanos.
    Ao mesmo tempo, instituições de caridade na Grã-Bretanha treinam cães para ajudar pessoas com diversos problemas de saúde.
    A instituição Support Dogs treina 'cães que alertam sobre convulsões' e alega que um animal treinado pode 'dar entre 10 e 55 minutos de aviso prévio sobre um iminente ataque'.
    A executiva-chefe da Medical Dection Dogs, Claire Guest, tem experiência pessoal sobre a capacidade dos animais em detectar doenças graves.
    Ela disse que estava ensinando cães a reconhecer tipos de câncer quando um deles 'começou a chamar sua atenção'. Posteriormente, ela descobriu que tinha um câncer de mama em estágio inicial.
    Guest lembra, porém, que ainda não está claro como alguns cães poderiam prever ataques epiléticos. Ela acha que a habilidade poderia ser desencadeada pelo cheiro, mas os cães podem também estar respondendo a sinais visuais.
    'Capacidade inata'
    Vale destacar que nem todos os cães compartilham da habilidade de detectar doenças e enfermidades.
    Guest disse essa capacidade é geralmente encontrada em cães altamente expressivos, atenciosos em relação aos humanos e que mostram uma preocupação geral em proteger seus donos.
    Ela acrescentou que a maioria dos estudos científicos a respeito do tema foi inicialmente provocada por relatos de donos de animais que observaram um padrão de comportamento em seus cães. Mas crê que mais pesquisas são necessárias.
    Em 2003, os resultados de um estudo preliminar divulgado na publicação científica Seizure, European Journal of Epilepsy sugeriram que 'alguns cães têm capacidade natural para alertar e/ou responder a ataques epiléticos'.
    O estudo acrescentou que o sucesso desses cães 'depende, em grande parte, da consciência e da resposta do dono ao comportamento de alerta do cachorro'.
    Fonte: G1.com

    Reforma agrária de 2013 irá desapropriar terras em 21 estados

    Segundo o Incra, desapropriações atingirão 200 mil hectares.
    Área atingida pela reforma agrária pode acolher 5.050 famílias.

    Por Shanddy Notícias em 17 de Outubro de 2013


    Os cem decretos de desapropriação de terras que serão publicados até 31 de dezembro irão contemplar 21 estados de todas as regiões do país, informou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
    A retomada da reforma agrária pelo governo federal foi anunciada nesta quinta-feira (17) pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, durante cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, em Brasília.
    Os estados onde irão ocorrer desapropriações de terras são Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do NorteRio Grande do SulSanta CatarinaSergipe, São Paulo e Tocantins, além do Distrito Federal.
    A expectativa do governo, destacou o Incra, é assentar 5.050 famílias de trabalhadores rurais em uma área que chegará a 200 mil hectares. Segundo Dilma, o titular do Desenvolvimento Agrário se comprometeu com ela a editar pelo menos 100 decretos de desapropriação de terra para reforma agrária até o final do ano.
    Esse é o primeiro anúncio de decreto de desapropriação de terras para reforma agrária de 2013. Durante a cerimônia de lançamento do programa federal de agroecologia, Dilma tentou justificar a suposta lentidão no assentamento de famílias sem terra. “Não temos o direito de colocar famílias vivendo num lugar onde elas não têm o direito de tirar sua renda”, argumentou.
    O ministro de Desenvolvimento Agrário também negou que haja lentidão no processo de reforma agrária no Brasil. Pepe Vargas enfatizou que, em 2013, foram assentadas cerca de 30 mil famílias no país. Conforme o instituto de reforma agrária, as cem áreas que serão desapropriadas poderão acolher 20,1 mil pessoas.
    Apesar de o ministro ter prometido a publicação de cem decretos, Dilma ressaltou que o número de desapropriações pode ser um pouco maior.
    "Quero informar a vocês que o ministro Pepe e seu ministério assumiram comigo o compromisso de ter cem decretos. Ele [Pepe] tem um pouco mais, mas vai assumir um pouco menos, porque pode dar problema em um e outro, [...] então ele assumiu compromisso de cem decretos líquidos de desapropriação até dezembro", observou a presidente.
    Fonte: G1.com

    Dólar fecha em queda e alcança R$ 2,15 após acordo nos EUA

    Dúvida sobre leilão do BC e sinal de que juro continuará em alta ajudaram.
    Moeda americana fechou em queda de 0,7%, a R$ 2,1593.

    Por Shanddy Notícias em 17 de Outubro de 2013


    O acordo temporário entre democratas e republicanos para por um fim ao impasse fiscal nosEstados Unidos e a mudança na rotina dos leilões do BC brasileiro fez o dólar peder fôlego ante o real nesta quinta-feira (17) e fechar no nível de R$ 2,15.
    Operadores se questionaram se a autoridade monetária teria feito uma espécie de teste no mercado, indicando que poderia não gostar do patamar de R$ 2,15 para o dólar. Mas, de uma maneira geral, a avaliação continuou sendo a de que o programa de intervenções do BC não terá mudanças pelo menos por enquanto.
    A moeda americana fechou em queda de 0,7%, a R$ 2,1593, tendo chegado a R$ 2,1573 na mínima. É a menor cotação do dólar desde 14 de junho deste ano, quando a moeda fechou a R$ 2,1481. Veja cotação
    Na semana, a moeda americana acumula queda de 0,85% e no mês, de 2,57%. No ano, há valorização de 5,6%.
    Leilões do BC
    Na quarta-feira, o BC anunciou seu próximo leilão de swap cambial apenas após o fechamento dos mercados. Com o dólar abaixo do "piso técnico" avaliado pelo mercado de R$ 2,20, investidores passaram a especular se o BC manterá o ritmo de rolagens dos contratos que estão para vencer ou até mesmo se continuará com seu programa de intervenções diárias, anunciado em agosto e previsto para durar até o final do ano.
    O anúncio dos leilões de swap cambial tradicional  --equivalente à venda futura de dólares-- costumava ser feito diariamente, às 14h30 e, na véspera, ocorreu às 20h. Com isso, a moeda norte-americana acabou fechando o dia com leve queda e no patamar de R$ 2,17, depois de ter batido na mínima de R$ 2,1551.
    Nesta quinta-feira, o BC informou que passará a anunciar a realização dos leilões diários de swap cambial entre 19h30 e 20h30 por "questão operacional", sem entrar em detalhes.
    "O que tem-se falado no mercado é que há uma pressão para não deixar o real se valorizar tanto", afirmou à Reuters um operador de um banco brasileiro, que pediu anonimato.
    Nesta quinta-feira, o BC vendeu todos contratos de swap cambial tradicional ofertados com vencimento em 5 de março de 2014. O volume fincanceiro equivalente foi de US$ 497,8 milhões.
    Acordo nos EUA
    Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama sancionou, na madrugada desta quinta-feira, a lei que encerra a paralisação do governo dos EUA e eleva o teto da dívida pública norte-americana, logo após o Congresso ter superado um impasse que ameaçava provocar um calote histórico.
    O acordo, no entanto, é temporario. A legislação emergencial financia o governo até 15 de janeiro e eleva o teto da dívida até 7 de fevereiro, quando os norte-americanos correm o risco de enfrentar uma nova paralisação, alimentando expectativas de que o Federal Reserve, banco central do país, deve adiar a redução do seu programa de estímulos, no valor de US$ 85 bilhões mensais, pelo menos até o próximo ano.
    "A superação temporária dos porblemas nos EUA pode levar o Fed a postergar a redução dos estímulos, o que vai estimular o fluxo no mercado", afirmou à Reuters o diretor-executivo da NGO Corretora, Sidnei Nehme.
    Selic pode continuar subindo
    Também contribuiu para a queda do dólar os novos sinais de que o BC deverá manter o atual ritmo do ciclo de aperto monetário. O aumento da Selic, hoje a 9,5%, torna os ativos brasileiros no mais atrativos mercado internacional, favorecendo a entreda da divisa no país.
    Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na manhã desta quinta-feira, o BC informou que é "apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso".
    "A ata do Copom trouxe pequenas mudanças em relação a ata de agosto, sugerindo que o BC pode continuar subindo a Selic a 0,5 ponto percentual na próxima reunião", disse à Reuters o estrategista-chefe do banco Mizuho, Luciano Rostagno. "O dólar mais fraco favorece o controle da inflação e, pela ata, parece que o BC esta negajado em fazer com que a inflação entre na trajetória de queda", acrescentou.
    Fonte: G1.com

    Jovem é baleada em ato contra morte de morador de Manguinhos, Rio

    Adolescente de 17 anos foi encaminhada para Hospital Salgado Filho.
    Polícia vai ouvir policiais que utilizaram armas na manifestação.

    Por Shanddy Notícias em 17 de Outubro de 2013


    Moradores de Manguinhos realizaram protesto contra morte de jovem (Foto: Bruno Gonzalez/Agência O Globo)
    Moradores de Manguinhos realizaram protesto contra morte de jovem (Foto: Bruno Gonzalez/Agência O Globo)
    Uma jovem de 17 anos foi baleada em uma manifestação na favela de Manguinhos, Subúrbio do Rio, em repúdio à morte do jovem Paulo Roberto Pinho, que teria sido espancado e morto por PMs, na tarde desta quinta-feira (17). Ela foi encaminhada ao Hospital Salgado Filho, no Méier, também no Subúrbio, onde foi visitada pelo coordenador da Área de Polícia Pacificadora, Coronel Cláudio Halick.
    O comandante da UPP Manguinhos, Capitão Gabriel Toledo, vai tomar depoimento dos policiais que utilizaram arma de fogo durante manifestação de moradores na comunidade As armas utilizadas por PMs serão encaminhadas para perícia.

    O enterro do corpo de Paulo Roberto Pinho, de 18 anos, será realizado às 15h desta sexta-feira (18), no Cemitério de Inhaúma, também no Subúrbio. O delegado José Pedro da Silva, titular da 21ª DP (Bonsucesso), afirmou que os exames preliminares do Instituto Medico Legal (IML) dizem que a causa da morte do jovem não foram lesões, supostamente causada pelos policiais. Fátima Menezes, mãe da vítima, afirma que as agressões aconteceram em um beco da comunidade. Segundo ela, Paulo Roberto era "perseguido" por um dos agentes.
    Mãe segura a identidade do filho morto em Manguinhos (Foto: Lívia Torres / G1)Mãe segura a identidade do filho morto em
    Manguinhos (Foto: Lívia Torres / G1)
    Os médicos legistas afirmam que mesmo que ele tenha levado socos, isso não foi o motivo da morte. Segundo o delegado, a lesão visível no corpo do jovem é do lado direito da boca. A polícia trabalha com a hipótese de lesão seguida de morte.
    "Os policiais disseram que abordaram os quatro rapazes e que Paulo Roberto se negou a ser revistado, correu para o beco e caiu desmaiado", disse o delegado. 
    PMs negam espancamento
    Paulo Roberto morreu na madrugada desta quinta feira em Manguinhos. O delegado já ouviu os cinco policiais que abordaram o jovem na comunidade e todos negam terem espancado o rapaz. A família e uma testemunha que estava com Paulo Roberto já foram ouvidas. A testemunha afirmou em depoimento que o jovem levou uma joelhada no tórax e foi espancado. Duas testemunhas ainda não foram ouvidas.
    O delegado disse que Paulo Roberto chegou com vida na UPA de Manguinhos. Ele também afirmou que o jovem tinha sete passagens pela policia, 4 por furto e 3 por assalto a mão armada. José pedro disse ainda que o jovem estava drogado ao ser abordado na comunidade. Ainda segundo José Pedro, havia sangue no "beco do Loló" onde o jovem foi encontrado desmaiado e, por isso, exames de DNA estão sendo feitos para confrontar com os padrões genéticos de Paulo Roberto.
    "A gente já tem uma linha de investigação, mas precisamos aguardar exames do IML e de DNA. O que posso afirmar é que não há marcas de tiro nem de facada no jovem."
    Versão da família
    De acordo com a doméstica Regina Pinho, tia da vítima, Paulo foi levado para uma UPA na comunidade e estava com uma bermuda que não era dele amarrada na cabeça para estancar o sangue.
    "Pegaram ele e levaram para um beco. Espancaram até a morte. Vim aqui para reconhecer o corpo porque a mãe dele não teve condições psicológicas para vir aqui. Quando vi o corpo no meu sobrinho na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ele estava com uma bermuda amarrada na cabeça e tinha muito sangue", disse.
    Preso em Bangu
    Regina, que esteve no Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o corpo de Paulo Roberto, disse que o jovem tinha passagem pela policia e estava preso em Bangu este ano. Segundo ela, ele foi solto pois pagou fiança. A doméstica também afirmou que os policiais conheciam Paulo Roberto.
    "Eles conheciam meu sobrinho e só arrastaram ele pro beco. A comunidade está em guerra agora. Queremos justiça."
    Segundo o comando da UPP Manguinhos, a morte de Paulo Roberto ocorreu durante uma abordagem seguida de perseguição a pé, ocorrida por volta das 3h15 na localidade Barrinho. A PM informou que os agentes avistaram quatro jovens suspeitos, que fugiram em direção a um beco.
    O comando da UPP disse, ainda, que Paulo Roberto caiu desmaiado, "visivelmente alterado", antes de ser capturado. Ele foi socorrido pelos policiais até a UPA de Manguinhos, onde chegou morto, conforme confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
    Ainda de acordo com o comando da UPP Manguinhos, o policial acusado pela mãe do jovem não estava trabalhando durante o ocorrido e que ele está cumprindo serviço no Lins de Vasconcelos.
    O caso foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso). Seis policiais de plantão no momento do ocorrido foram ouvidos, assim como o comandante da UPP de Manguinhos, capitão Gabriel Toledo, a mãe da vítima, seus familiares e testemunhas. Uma perícia era feita no local no início da tarde desta quinta-feira.
    •  
    Fátima, mãe do jovem morto, esteve no IML para reconhecer o corpo (Foto: Lívia Torres / G1)Tia do jovem morto esteve no IML para reconhecer o corpo (Foto: Lívia Torres / G1)Fonte: G1.com